Conformidade no fluxo

O fiscal acompanha a venda, não trava o caminho.

Emita, transmita, consulte e organize documentos fiscais conectados ao comercial, estoque e financeiro.

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Profissionais revisam documentos fiscais e dados de conformidade em um escritório.

O que muda na rotina

A nota nasce da venda, não de uma segunda digitação.

Em muita empresa o documento fiscal vive fora do sistema que registrou a venda. Alguém abre outro programa, redigita cliente, itens, quantidade e tributação e torce para que nada tenha mudado no caminho. Quando o autorizador recusa, a mensagem some junto com a tela, e a correção começa do zero — sem ninguém saber ao certo o que foi recusado.

Aqui o documento parte do que já está registrado: a venda, o pedido, o cupom do PDV ou um lançamento avulso. O sistema monta o XML, assina com o certificado da empresa emitente, envia o lote, consulta o recibo e guarda o protocolo. O que a SEFAZ responde à NF-e — autorização ou rejeição, com o motivo por extenso — fica gravado junto ao documento, com data e hora.

4modelos de documento eletrônico previstos: NF-e, NFC-e, NFCom e NFS-e
8caminhos de emissão entre NF-e e NFC-e, do PDV ao documento avulso
6etapas percorridas em cada emissão, de montar o XML a guardar o protocolo
10indicadores na tela de apuração preparada para IBS e CBS

Como o documento anda

Dois fluxos, o mesmo documento.

O primeiro é o caminho de todo dia: a venda vira nota autorizada e impressa. O segundo é o que ninguém planeja, mas toda empresa precisa — procurar uma nota antiga, cancelar, emitir fora do padrão e fechar o período.

Fluxo A

Da venda à nota autorizada

O caminho normal, do que foi conferido ao documento impresso.

Fluxo B

Quando precisa corrigir ou apurar

O que acontece depois da autorização, e no fechamento do período.

Nenhum dos dois fluxos autoriza nada sozinho: quem autoriza, recusa ou aceita o cancelamento é sempre o autorizador fiscal. O que o módulo faz é preparar o documento com os dados que já existem, guardar o que voltou — protocolo ou motivo da recusa — e manter o histórico consultável por empresa.

Especificações

O que existe por trás de cada documento.

Abra apenas o bloco que interessa à sua operação. O resto continua fora do caminho.

NF-e: da venda ao protocolo
  • Emissão a partir da venda registrada e a partir do pedido, sem redigitar cliente, itens ou tributação.
  • Ciclo em seis etapas: montagem do XML, assinatura, envio do lote, consulta do recibo, protocolação e gravação.
  • Série e numeração próprias, separadas entre o ambiente de homologação e o de produção.
  • Situação acompanhada como emitida, cancelada ou rejeitada, dentro da mesma listagem.
  • Rejeição gravada com a mensagem recebida do autorizador, para conferência depois.
  • Cancelamento enviado como evento, com chave de acesso, protocolo e a justificativa padrão do sistema.
  • Componentes de kit discriminados no documento, preservando exatamente o total rateado.
NFC-e no balcão e no PDV
  • Emissão por venda, por pedido e diretamente pelo PDV.
  • Ambiente, série e numeração configurados separadamente do modelo de mercadoria.
  • Código de segurança do contribuinte lido do cadastro da empresa emitente, e não de um valor fixo.
  • Cupom impresso a partir do XML autorizado.
  • Listagem própria de cupons emitidos, com busca, ordenação e paginação.
  • Kits e combinações expandidos em componentes também no cupom.
NFCom, o documento de comunicação
  • Modelo 62, com montagem, assinatura e transmissão próprias.
  • Emissão por integração e emissão avulsa de entrada. Operações de saída e devolução em NFCom não estão disponíveis e precisam ser avaliadas antes da contratação.
  • Chave montada com o código oficial da unidade federativa e a numeração real da empresa emitente.
  • Certificado do próprio emitente usado também no caminho de integração.
  • Cancelamento por evento assinado: o documento fica com situação cancelada e permanece no histórico.
  • Grupos de IBS e CBS aplicados por item e no total quando o recurso está ativado para a empresa.
Documentos avulsos
  • NF-e avulsa de entrada, de saída e de devolução.
  • NFCom avulsa de entrada.
  • Itens montados um a um, com inclusão e remoção antes de emitir.
  • Cada tipo de operação direciona a montagem específica do arquivo.
  • O documento avulso aparece no mesmo histórico dos demais, na aba correspondente.
  • Útil para a compra recebida, a operação excepcional e a devolução ligada a um documento de origem.
Consulta, XML e DANFE
  • Listagens separadas de NF-e, NFC-e e NFCom, sempre restritas à empresa da sessão.
  • Filtro por período e por situação: todas, apenas emitidas ou apenas canceladas.
  • Download do XML nomeado pela chave de acesso do documento.
  • DANFE e cupom gerados a partir do XML guardado, sem remontar o documento.
  • Onze listagens de documentos eletrônicos revisadas, com busca, ordenação, paginação e estado vazio em português.
Configuração fiscal por empresa
  • Certificado digital e senha guardados por empresa emitente.
  • Ambiente escolhido separadamente para NF-e e NFC-e, entre homologação e produção; a NFS-e mantém numeração separada por ambiente, mas a transmissão ocorre em produção.
  • Numeração inicial independente para cada ambiente, para que o teste não consuma o número da produção.
  • Natureza da operação, série, código de segurança e identificador do código.
  • Parâmetros de serviço: item da lista, código de tributação do município, regime especial e carga tributária.
  • Cada empresa do ambiente mantém a sua própria configuração, sem herdar a do vizinho.
Preparado para IBS e CBS
  • Cálculo centralizado, reaproveitado pela NF-e do modelo 55 e pela NFCom do modelo 62.
  • Alíquotas buscadas por ano, unidade federativa e município, com retorno ao nível mais geral quando não há regra específica.
  • Redução aplicada conforme a classificação tributária do item.
  • Configuração por empresa e por produto: ativação, regime tributário, situação e classificação padrão.
  • Tela de apuração com dez indicadores, catorze filtros, gráfico, grade detalhada, filtros salvos e exportação.
  • Valores guardados por documento e por item, para a conferência posterior do responsável fiscal.
  • Recurso preparado, e não concluído: depende de script aplicado, alíquotas oficiais carregadas e validação fiscal.

Quem opera

Quatro níveis de acesso ao mesmo documento.

Ambiente

Administração geral

Mantém o ambiente, as empresas e o que cada uma tem contratado.

Empresa

Administrador da empresa

Responde pela configuração fiscal da própria empresa e enxerga o faturamento inteiro dela.

Operação

Usuário fiscal com perfil

Recebe apenas os menus que o perfil concede: emitir, consultar, cancelar ou somente acompanhar.

Histórico

Acesso anterior preservado

Quem já tinha permissão antes do modelo de perfis continua entrando pelo mesmo caminho. Nada foi apagado na migração.

Integrações e pré-requisitos

O que já vem conectado e o que depende do ambiente.

Em fiscal, o limite dito antes vale mais do que a promessa dita depois.

Conecta com o ecossistema

  • A venda, o pedido e o cupom do PDV chegam do comercial, já com cliente e itens.
  • Produto, NCM, CFOP, situação tributária e unidade vêm do cadastro compartilhado com o estoque.
  • Kits e combinações chegam expandidos em componentes, com o total rateado preservado.
  • Clientes, fornecedores e transportadoras são os mesmos cadastros do ERP.
  • A ordem de serviço liga serviço, técnico e peça ao documento de serviço.
  • A apuração de IBS e CBS entra como um relatório fiscal no menu de Relatórios, com permissão própria por usuário.

Precisa ser configurado

  • Certificado digital válido e dentro do prazo, carregado para a empresa emitente. Sem ele não há assinatura, e sem assinatura não há emissão.
  • Cadastro fiscal correto: CNPJ, inscrição estadual, endereço, NCM, CFOP, situação tributária e unidade de cada produto.
  • Ambiente, série e numeração definidos antes da primeira emissão, separadamente para homologação e produção.
  • Código de segurança do contribuinte e o identificador dele, para a NFC-e.
  • Disponibilidade do serviço da SEFAZ no momento do envio: a autorização depende dela, não do sistema.
  • Para IBS e CBS: script aplicado no banco, alíquotas oficiais carregadas e validação com o contador ou responsável fiscal.
  • Para o documento de serviço: município compatível e parâmetros municipais preenchidos.
  • Para cobrança por boleto: provedor contratado, credenciais próprias da empresa e homologação.

O módulo não faz

  • Não cancela NFC-e pelo sistema: o evento de cancelamento existe para NF-e e NFCom.
  • Não emite carta de correção eletrônica.
  • Não faz manifestação do destinatário.
  • Não tem fluxo completo de inutilização de numeração.
  • Não tem política formal de contingência: o procedimento por documento e por estado ainda precisa ser validado.
  • Não há fluxo de NFS-e homologado para qualquer município; o que existe atende ao padrão de Belo Horizonte.
  • Não interpreta legislação nem substitui o contador ou o responsável fiscal.
  • Não autoriza documento: quem autoriza, recusa ou aceita o cancelamento é sempre a SEFAZ.

Nenhum documento é oferecido como pronto para qualquer empresa. A disponibilidade depende do estado, do município, do regime tributário, do cenário de operação e da homologação do ambiente — e a decisão tributária continua sendo do contador ou do responsável fiscal da sua empresa.

Segmentos atendidos
  • Comércio e varejo
  • Distribuição e atacado
  • Provedores de comunicação
  • Serviços com ordem de serviço
  • Operações multiempresa

Evolução documentada · 06/08/2026

O fiscal foi revisado em três frentes.

Cada frente tem data, escopo e limitações registradas. É de lá que sai o que está descrito nesta página.

06/07/2026 · Os fluxos de emissão passaram por revisão

Certificado, código de segurança, ambiente e unidade federativa passaram a vir do cadastro da empresa emitente em vez de valores fixos de teste. A numeração da nota foi corrigida, a rejeição da SEFAZ passou a ser gravada nos cinco fluxos de NF-e e o cancelamento da NFCom deixou de ser simulado: virou evento assinado enviado ao autorizador, com o documento preservado no histórico.

06/07/2026 · Preparado para IBS e CBS

Um único motor de cálculo passou a atender a NF-e do modelo 55 e a NFCom do modelo 62, com configuração por empresa e por produto, grupos gravados no XML e uma tela de apuração com dez indicadores, catorze filtros, gráfico, grade e exportação. A biblioteca fiscal e os esquemas de validação foram atualizados junto.

06/08/2026 · Kits no documento e listagens revisadas

Produtos compostos passaram a ser discriminados componente a componente na NF-e e na NFC-e, preservando exatamente o total rateado. No mesmo período, onze listagens de documentos eletrônicos foram corrigidas e validadas em produção, com estado vazio em português, busca, ordenação e paginação.

A disponibilidade de cada recurso depende do script aplicado, do certificado válido, da configuração fiscal da empresa e da homologação no ambiente autorizador.

Perguntas rápidas

Antes da primeira emissão.

Preciso de certificado digital para emitir?

Sim. O certificado digital válido da empresa emitente é o que assina o XML, e sem assinatura não há envio. Ele fica guardado por empresa, junto com a senha, e vale para os documentos daquela empresa. Certificado vencido ou senha incorreta interrompem a emissão antes mesmo de o arquivo chegar à SEFAZ.

Quem autoriza a nota: o sistema ou a SEFAZ?

A SEFAZ. O módulo monta o XML, assina, envia o lote, consulta o recibo e anexa o protocolo — mas a autorização é sempre uma resposta do autorizador fiscal. Enquanto ela não chega, o documento não está autorizado, e o que voltou fica gravado junto ao registro, com data e hora.

O IBS e a CBS já estão prontos?

Estão preparados, não concluídos. O cálculo, os grupos no XML da NF-e e da NFCom, a configuração por empresa e por produto e a tela de apuração já existem no sistema. Para funcionar em um ambiente real ainda são necessários o script aplicado no banco, a carga das alíquotas oficiais e a validação com o responsável fiscal. A reforma segue em transição, e nada aqui substitui a orientação de quem responde pela tributação da empresa.

Dá para emitir NFC-e direto do PDV?

Sim. A NFC-e pode ser emitida a partir da venda, do pedido ou do próprio PDV, usando o ambiente, a série, a numeração e o código de segurança cadastrados para a empresa emitente. A impressão sai do XML autorizado, sem remontar o documento.

Como funciona o cancelamento de uma nota?

O cancelamento é enviado como evento, com a chave de acesso, o protocolo de autorização e a justificativa padrão do sistema. Aceito pelo autorizador, o documento passa a constar como cancelado e continua no histórico, sem sumir da listagem. Se o prazo legal já tiver passado, a SEFAZ recusa e a mensagem aparece na tela.

E quando a SEFAZ rejeita?

Na NF-e, a rejeição fica registrada com a mensagem recebida, em vez de se perder na tela: o documento fica com a situação de rejeitado e a equipe consegue voltar depois para entender o motivo, corrigir o cadastro e emitir de novo. Nos demais modelos a mensagem aparece na tela, sem gravação no histórico. Traduzir o código de rejeição em decisão tributária continua sendo trabalho do responsável fiscal.

A NFS-e serve para qualquer município?

Não. A NFS-e muda de município para município, e o que existe hoje no sistema atende ao padrão de Belo Horizonte, a partir da ordem de serviço. Qualquer outro município precisa ser avaliado antes da contratação, com o cenário e as regras locais na mesa.

Próximo passo

Quais notas a sua empresa emite hoje?

Conte quais documentos vocês usam, em quais estados e municípios, qual é o regime tributário e como está o certificado. A equipe avalia o que já atende, o que precisa de configuração e o que exige homologação antes de qualquer combinado.

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