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Loja Virtual e Delivery

Loja virtual integrada ao ERP: o que eu aprendi montando

A diferença entre publicar um site de vendas e operar uma loja que divide cadastro, saldo e pedido com quem trabalha na retaguarda.

WAEquipe WebajatoPublicado em Atualizado em 9 minNível Básico
Ilustração do módulo Loja Virtual e Delivery da plataforma Webajato

Sexta-feira, seis da tarde. O telefone tocou porque um cliente tinha comprado no site uma peça que já não existia no depósito havia duas semanas. Ele pagou. A gente cancelou. Passei o fim de semana remoendo como um pedido conseguiu nascer errado daquele jeito, e foi ali que entendi o que significa uma loja virtual integrada ao ERP: é a loja que lê o mesmo catálogo, o mesmo saldo e a mesma tabela de preço que o pessoal de dentro usa todo dia.

No começo a gente tratava isso como assunto de TI. Não é. É a diferença entre o pedido nascer pronto e o pedido nascer como tarefa para alguém digitar de novo, às pressas, no meio do expediente.

Vou te contar como as peças se encaixam e em que ordem eu mexeria nelas hoje. Se você já sabe o que quer vender e quer só a sequência, pule direto para o passo a passo de configuração.

As duas metades de uma loja virtual integrada ao ERP

Uma metade mora dentro do ERP, na administração da loja. É lá que você mexe em configuração, aparência, banners, seções, informações institucionais, formas de pagamento, formas de envio, categorias, produtos da loja, SEO, depoimentos e marcas parceiras. A outra metade é a aplicação pública, publicada em pasta própria, que entrega o que o cliente enxerga.

  • Vitrine com busca, categorias, página de detalhe e variações.
  • Carrinho, checkout, cálculo de frete e formas de pagamento.
  • Cadastro, login, recuperação de senha, endereços, conta e histórico de pedidos.
  • Pedidos da loja e clientes da loja visíveis na retaguarda.
  • Modo Delivery, para quem entrega com equipe própria.
  • Área administrativa mínima da loja, com controles de autenticação e status.

O domínio é quem diz de quem é a loja

A aplicação pública identifica o tenant pelo host acessado. Traduzindo: o endereço que a pessoa digitou já informa qual empresa está sendo atendida. O cliente não escolhe nada. Não vê seletor de empresa, não precisa saber que existe outra loja rodando no mesmo lugar. E é justamente por isso que resolver o domínio é a primeira tarefa, nunca a última.

Aprendi do jeito difícil: catálogo em dois lugares não sobrevive

Antes de integrar, a gente mantinha uma planilha para o site e o cadastro do ERP. Durou três meses. Depois disso o preço da vitrine já não era o preço do balcão, e o cliente percebeu antes de nós. Confesso que demorei para entender que o problema não era falta de cuidado da equipe. Era existir dois lugares onde a mesma informação podia ser alterada.

Com base compartilhada, o preço que o cliente vê é o preço registrado, e a disponibilidade exibida sai do mesmo saldo que a equipe usa para separar. Como isso se sustenta no dia a dia está em estoque e preço sincronizados com o ERP.

PeçaOnde você configuraO que o cliente vê
CatálogoProdutos da loja e categorias, no ERPVitrine, busca e página de produto
FreteFormas de envioValor e opção de entrega no checkout
PagamentoFormas de pagamento e Hub de PagamentosMeios disponíveis na finalização
ConteúdoAparência, banners, seções, institucionalHome, páginas fixas e prova social
PedidoPedidos da lojaConfirmação e acompanhamento

Pagamento online passa pelo Hub

O pagamento e a consulta de status da loja passam pelo Hub de Pagamentos. Ele é uma fachada única: a loja pede uma cobrança, o Hub decide qual driver usar conforme a configuração da empresa e devolve o estado. Os webhooks são idempotentes, e os estados críticos, pago e estornado, são reconfirmados server-to-server com o provedor.

Frete e delivery são duas conversas diferentes

Para envio, você cadastra formas de envio na retaguarda. Para entrega própria, existe o Modo Delivery, com taxa por bairro e fallback, valor fixo ou cotação SuperFrete, mais pedido mínimo, finalização e rastreamento. Já vi gente misturar as duas coisas e depois não entender por que o checkout travava em metade dos bairros.

Escolher entre cotar e cobrar fixo é conversa de dinheiro antes de ser configuração. O comparativo está em SuperFrete ou taxa fixa.

O script que eu esqueci de rodar

O Modo Delivery e os tokens de cliente exigem dois scripts manuais de banco, `database/loja_modo_delivery.sql` e `database/loja_cliente_tokens.sql`, além das configurações reais de host, frete e pagamento. Eles não rodam sozinhos. Descobri isso do pior jeito possível: divulguei o endereço, o cliente se cadastrou, o cliente esqueceu a senha, e a recuperação simplesmente não respondeu.

  • Scripts manuais aplicados no ambiente certo, antes de habilitar o recurso.
  • Host configurado e respondendo pela loja.
  • Formas de envio definidas antes do primeiro pedido real.
  • Credenciais de pagamento cadastradas no Hub, no ambiente correto.

Como isso conversa com o resto do ERP

A vitrine bebe do cadastro de produtos, com imagens, variações, atributos e combinações mantidos no módulo de produtos e estoque. Os pedidos ficam consultáveis na retaguarda e o dinheiro entra pelo mesmo caminho de baixa que outras origens de cobrança já usam.

Loja integrada é aquela que não pede para ninguém digitar de novo o que o cliente já digitou.

Equipe Webajato

Por onde eu começaria hoje

Decida o que você vende e como entrega. Depois disso, e só depois, pense em cor, banner e texto bonito. Siga a sequência de configuração e feche com o checklist de lançamento antes de contar para alguém que a loja existe.

Perguntas frequentes

A loja usa mesmo o cadastro de produtos do ERP?
Usa. A vitrine é montada a partir dos produtos da loja, que você define sobre o cadastro que já existe, com categorias e variações. Você não vai manter dois catálogos.
Como o sistema sabe qual empresa a loja representa?
Pelo host acessado. O domínio determina a empresa atendida e o cliente não escolhe nada, nem percebe que existe essa decisão acontecendo.
Preciso rodar algum script antes de ligar o delivery?
Precisa. O Modo Delivery e os tokens de cliente dependem de `database/loja_modo_delivery.sql` e `database/loja_cliente_tokens.sql`, mais host, frete e pagamento configurados de verdade.
Qualquer meio de pagamento da lista funciona na hora?
Não. São 35 operadores no catálogo, mas os drivers implementados são Mercado Pago, Pagar.me, PagBank, Efi, Banco Inter e Banco do Brasil. Os outros dependem de convênio, credenciais, implementação e homologação externa.
A loja serve para quem entrega com equipe própria?
Serve, pelo Modo Delivery. Ele aceita catálogo vindo da Loja ou do Foods, taxa por bairro, valor fixo ou cotação, pedido mínimo e rastreamento.
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