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Dados e Relatórios

Chat com dados: como perguntar ao ERP e receber resposta útil

O que eu mudei na forma de perguntar depois de levar um número errado para a reunião, e como transformar a conversa em relatório publicado.

WAEquipe WebajatoPublicado em Atualizado em 9 minNível Intermediário
Ilustração do módulo Dados e Relatórios da plataforma Webajato

Foi numa reunião de resultado, terça de manhã. Eu abri o chat com dados, digitei "como estão as vendas", peguei o número que apareceu e levei para a mesa com a maior segurança do mundo. O comercial olhou e disse que não batia. Ele tinha razão. O sistema respondeu direitinho — só que a uma pergunta que eu não tinha feito, porque não disse período, não disse métrica e não disse agrupamento.

No começo a gente escrevia as perguntas como escreve para um colega que já conhece o contexto. E o contexto é justamente o que falta. Demorei pra entender que a máquina não adivinha o que eu chamo de "vendas". Pode ser valor faturado. Pode ser pedido emitido. Pode ser dinheiro que entrou na conta. Três números diferentes, os três corretos, e nenhum deles era o que eu queria naquele dia.

Vou te contar o que mudei no jeito de perguntar, o que o recurso faz por baixo e onde ele trava de propósito. Quando a pergunta vira rotina, o destino dela é o Reports IDE — e eu explico esse caminho mais adiante.

O que o chat com dados realmente faz

Ele guarda conversas e sessões de análise, com histórico, favoritos e arquivamento. Parece detalhe. Não é. Análise quase nunca termina na primeira pergunta: você pergunta, estranha o número, muda o recorte, pergunta de novo. Ter esse encadeamento salvo é o que separa uma consulta solta de uma investigação que outra pessoa consegue refazer depois.

  • Perguntas em português comum sobre os dados reais da sua empresa, sem exportar planilha antes.
  • Dicionário montado a partir do schema real do banco, com cache: ele conhece as tabelas que existem de fato.
  • Respostas em texto, KPIs, tabelas e gráficos, conforme o tipo de resultado.
  • Sugestões de perguntas, barra lateral e histórico completo da conversa.
  • Exportação de um resultado só ou da conversa inteira em TXT, CSV, SQL, HTML e PDF.
  • Geração e abertura de um projeto no Reports IDE a partir da análise que ficou boa.

Toda pergunta boa responde a quatro coisas

A regra que eu uso hoje cabe numa linha: o quê, de quem, quando e agrupado como. Se faltar um desses quatro, o sistema assume um padrão razoável. O problema é que o padrão razoável dele pode não ser o seu. Escrever a pergunta inteira custa dez segundos. A confusão que ela evita custa meia hora de reunião.

  1. Escreva a decisão, não o dado"Quais clientes compraram menos no último trimestre" leva a uma decisão. "Listar vendas" leva a um despejo de linhas que ninguém vai ler.
  2. Diga o período com dataEntre 01/03 e 31/03. Sem intervalo explícito, qualquer resposta vira discutível e a comparação com o mês anterior fica impossível.
  3. Nomeie a métricaValor, quantidade, ticket médio, contagem. Métrica implícita é a maior fonte de briga entre duas áreas que juram estar certas.
  4. Leia com desconfiançaAntes de mostrar para alguém, confira o total contra um relatório tradicional que você já conhece. Essa conferência leva dois minutos.
  5. Refine e guardeAjuste o recorte na mesma conversa, favorite a versão que ficou boa e exporte ou gere o projeto de relatório a partir dela.

Perguntas que eu já escrevi errado

Essa tabela saiu do meu próprio histórico. Todas as da coluna da esquerda eu digitei, achando que estavam claras.

O que eu digiteiPor que deu ruimComo eu escrevo hoje
Como estão as vendas?Sem período, sem métrica, sem agrupamentoFaturamento diário do mês corrente, por dia
Quem são os melhores clientes?"Melhor" é adjetivo, não é critérioDez clientes com maior valor faturado nos últimos 90 dias
Meu estoque está bom?Não existe métrica chamada "bom"Produtos abaixo do estoque mínimo, com quantidade atual
Quanto eu vou receber?Confunde o que foi faturado com o que entra no caixaContas a receber com vencimento nos próximos 30 dias, em aberto

Da conversa para o relatório publicado

Análise que fica presa dentro de uma conversa vira retrabalho no mês seguinte. Já vi isso dar errado de um jeito bobo: o recorte era ótimo, só que só existia no histórico de uma pessoa, e ela saiu de férias justo na semana do fechamento. Quando a pergunta se repete, gere o projeto no Reports IDE e publique internamente. O critério de decisão está em quando usar cada ferramenta.

Para uso pontual, exportar resolve. Você escolhe o formato conforme o destino: CSV quando alguém vai continuar o trabalho em planilha, PDF quando o número vai anexado a uma ata, SQL quando a área técnica quer revisar a consulta gerada. As diferenças estão em formatos de exportação e seus usos.

O que ele não faz, nem se você insistir

A execução é estritamente somente leitura, limitada a SELECT, com escopo obrigatório por empresa. Mutações, múltiplas instruções na mesma execução, construções inseguras e acesso a dados fora da empresa da sessão ficam bloqueados. O SQL gerado não concede capacidade de escrita no banco. Traduzindo: o pior caso é um número errado. E número errado a gente detecta conferindo.

O combinado antes de soltar para o time

  • Definir quem abre o chat e quem só consome relatório já publicado.
  • Validar o isolamento por empresa em ambiente com mais de uma empresa ativa.
  • Escrever as métricas oficiais, para que a mesma palavra signifique a mesma conta em todas as áreas.
  • Combinar que exportação com dado pessoal segue a política interna de tratamento.
  • Revisar de tempos em tempos as conversas favoritadas e aposentar recorte que envelheceu.

Isso não é burocracia. É o que impede que dois diretores cheguem na mesma reunião com números diferentes, que foi exatamente o que aconteceu comigo. O ponto de partida está em governança de dados em relatórios e o detalhe técnico das travas em text-to-SQL somente leitura.

A resposta nunca é mais precisa que a pergunta. Aprendi isso do jeito difícil.

Equipe Webajato

Por onde eu começaria

Pegue três perguntas que a diretoria repete todo mês e reescreva cada uma com período, métrica e agrupamento explícitos. Rode. Confira contra o relatório tradicional equivalente. Quando bater, publique o recorte e avise quem precisa ler. Se você tem CRM ativo, o mesmo raciocínio vale para os indicadores de atendimento, que alimentam a visão consolidada.

Perguntas frequentes

O chat com dados pode alterar alguma coisa no sistema?
Não. A execução é somente leitura e limitada a SELECT. Mutações, múltiplas instruções e construções inseguras ficam bloqueadas, e o SQL gerado não tem capacidade de escrita no banco.
Ele enxerga dados de outra empresa do grupo?
Não. O escopo por empresa é obrigatório na execução e o acesso fora da empresa da sessão fica bloqueado. Mesmo assim, teste isso na implantação se você tem várias empresas ativas.
Como ele sabe onde os dados estão?
O dicionário é construído a partir do schema real do banco, com cache. Ele reconhece as tabelas e colunas que existem naquele ambiente, e não uma modelagem genérica de ERP.
Dá para exportar a conversa inteira?
Dá. Existe exportação de um resultado isolado e da conversa completa, em TXT, CSV, SQL, HTML e PDF, conforme o tipo de conteúdo gerado.
Preciso saber SQL para usar?
Para perguntar, não. Saber SQL ajuda na hora de auditar a consulta gerada, que pode ser exportada e revisada pela área técnica quando o número vai sustentar uma decisão pesada.
chat com dadostext-to-sqlbi conversacionalindicadores
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